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| Foto: Divulgação |
A Delegacia Especializada de Parintins (DEP) concluiu o inquérito que apura o estupro de uma criança de 5 anos, ocorrido na área de ocupação Teixeirão, Zona Sul da cidade, no dia 13 de dezembro. De acordo com a Delegacia Especializada, as investigações confirmaram que Jessica Hadassa estuprou a vítima.
Segundo a DEP, exames ginecológicos do Hospital Regional Jofre Cohen,
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bumbódromo e do Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS) confirmam que a criança foi violentada sexualmente. Para a polícia não há dúvidas sobre a materialidade do caso e do envolvimento de Jéssica no crime.
Investigações da DEP apontam que a trans teria ficado sozinha com as crianças e a vítima, enquanto a mãe tinha ido fazer compras, entre às 10h e 12h, momento em o crime aconteceu.
“Nós confirmamos, através de câmeras de segurança do mercadinho onde ela (mãe) esteve sozinha. Também investigamos nos arredores do endereço e, nesse dia, nenhuma outra pessoa teve acesso às crianças e ao imóvel, ou seja, no horário em que o fato aconteceu às crianças, a vítima e a autora do crime estavam sozinhas em casa. E nós temos laudos que comprovam a violência sexual”, disse a delegada Marna de Miranda, titular da Delegacia Especializada de Parintins.
O caso chamou a atenção da população pelo fato de Jéssica ter sido assassinada horas depois de ser liberada pela polícia.
Na época, segundo a DEP, não havia elementos técnicos que justificassem a prisão preventiva dela e por isso foi solta.
O corpo de Hadassa foi encontrado com quatro tiros pelo corpo, na estrada do Macurany.
Decorrido dez dias, o crime de violência sexual contra a criança foi confirmado pelos resultados dos exames. Antes, o delegado Adilson Cunha, da Delegacia Interativa de Polícia (DIP), tinha informado que o primeiro laudo não apontou a conjunção carnal, mas não descartava a possibilidade de estupro.
A delegada Marna explicou que segundo a legislação brasileira, qualquer ato libidinoso praticado contra menores de 14 anos se configura como estupro de vulnerável.
“Não é preciso que haja penetração, não é preciso que um hímen seja rompido, mas que tenha resquício de materialidade”, disse.
Segundo investigações da DEP, Jéssica Hadassa não possuía residência fixa, se prostituía e era dependente químico, morava de favor na casa da mãe da vítima.
Desde a repercussão do caso, a mãe da criança sofre ameaças de morte, segundo informações da Especializada, e serão investigadas.
Sobre o assassinato de Jéssica Hadassa, a Políca Civil segue investigando a autoria do crime de homicídio.


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