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Amapá

Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país", disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. 

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.


Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Amazonas

Inmet monitora possível onda de calor para os próximos dias

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, monitora uma possível onda de calor em parte do Brasil nos próximos dias. Áreas do centro-leste do Amazonas, oeste do Pará, Centro-Oeste e Sudeste, além do estado do Paraná poderão registrar temperaturas máximas acima da média, com tendência de aumento do calor.

De acordo com comunicado do Inmet, publicado nesta quarta-feira (12), para confirmar o fenômeno, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5 graus Celsius acima da média por cinco dias consecutivos.

Além da provável onda de calor, espera-se a manutenção das condições da baixa umidade do ar em grande parte do Centro-Oeste, sul do Pará, partes do Nordeste e Sudeste.

Já na região Sul, permanece o alerta de instabilidade, com previsão de chuva e trovoadas nesta quinta-feira no centro-norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Há ainda previsão de chuva no centro-sul do Paraná e demais áreas de Santa Catarina.

Também nesta quarta-feira, a Casa Civil da Presidência da República divulgou balanço da terceira reunião da sala de situação que avalia os riscos do El Niño, fenômeno climático que altera o regime de chuvas e as temperaturas em várias regiões do planeta.

De acordo com a nota, a estratégia será regionalizada e em parceria com estados e municípios. As providências serão tomadas de acordo com os riscos identificados em cada área do país, considerando os cenários de estiagem no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul e temperaturas elevadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Para o Sul, as previsões de curto prazo indicam volumes elevados de chuvas que podem chegar a 200 milímetros em sete dias em algumas áreas.

Nessa terça-feira, o secretário Nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, detalhou sobre os efeitos esperados do El Niño sobre o Brasil.

“O aquecimento das áreas do Atlântico, que já passam de 2 graus, nos permite inferir que nós já estamos vivendo um El Niño no grau muito forte, né? Isso quer dizer que vamos ter chuvas intensas na região Sul do Brasil, possivelmente ainda na região Sudeste, mas teremos também estiagem e escassez hídrica muito forte na região amazônica e na região do Nordeste, que a gente já começa a sentir também. Na região Centro-Oeste, é possível que tenhamos ainda incêndios e também, principalmente São Paulo, Rio, ondas de calor prometem ser bastante fortes”.

Para áreas sujeitas à estiagem e ao risco de isolamento de comunidades, estão sendo preparadas medidas relacionadas ao abastecimento e à segurança alimentar, com atenção a populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas.

O governo federal também avalia planos de antecipação de estoques de combustíveis em localidades e corredores logísticos que possam ser afetados pela redução dos níveis dos rios.

Na saúde, o acompanhamento considera o risco de aumento das arboviroses, como dengue, zika e chinkungunya. Como medida preventiva, serão descentralizadas bases da Força Nacional do SUS em Manaus, Belém e Porto Velho; preparação de kits de saúde e acompanhamento específico nos distritos sanitários indígenas.


Fonte: Rádio Agência Brasil - Roberta Lopes / Fran de Paula

Brasil

OMS considera o SUS brasileiros um exemplo mundial

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O diretor-geral da OMS, a Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, disse que o Sistema Único de Saúde do Brasil é um exemplo para o mundo por garantir atendimento universal a uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

O diretor-geral da OMS destacou que poucos países possuem um sistema público com cobertura tão ampla e elogiou a atuação do Brasil na agenda internacional da saúde, citando o acordo global sobre pandemias aprovado neste ano e a cooperação histórica entre a OMS e a Fundação Oswaldo Cruz.

Tedros participou da entrega do dossiê que marca o início do processo de certificação internacional para a eliminação da transmissão vertical, de mãe para filho, da hepatite B, como problema de saúde pública no Brasil. O documento foi apresentado no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. 

Segundo ele, o resultado é fruto de anos de trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores e comunidades em todo o país.

Tedros Adhanom visitou o Hospital Federal do Andaraí no Rio de Janeiro, nessa terça-feira, durante sua passagem pelo Brasil para participar da Conferência Internacional sobre HIV/Aids e de compromissos com o Ministério da Saúde relacionados às estratégias de eliminação de doenças e fortalecimento da cooperação entre a OMS e instituições brasileiras.


Fonte: Rádio Agência Brasil

Amazonas

Modalidades Individuais encerram disputa dos JEAs conquistando 20 medalhas para Parintins

Foto: Diandra Mota/Secom
Parintins encerrou a participação nas modalidades individuais do 47º Jogos Escolares do Amazonas (JEAs 2026) com resultado histórico da conquista de 20 medalhas, sendo 4 ouros, 4 pratas e 12 bronzes. 

O desempenho dos atletas da Ilha Tupinambarana teve como destaque o atletismo, a natação, o badminton e o xadrez, modalidades que colocaram o município entre os mais vitoriosos do interior nas provas individuais.

No balanço das medalhas, a natação liderou as conquistas com 8 medalhas, o badminton somou 5 medalhas e 3 troféus por equipe, o atletismo contribuiu com 5 medalhas e o xadrez com 2 bronzes. 

Um dos responsáveis da delegação de Parintins, em Manaus, o coordenador de Esporte do município, Bruno Melo, faz uma avaliação do desempenho das modalidades individuais nesta edição dos JEAs. 

“É um resultado que nos enche de orgulho. Fechar com 20 medalhas nas individuais mostra a força do trabalho de base que vem sendo feito em Parintins, com todo apoio do prefeito Mateus Assayag, da vice Vanessa Gonçalves e do secretário de Esporte, Luan Cavalcante. Cada professor, cada técnico, cada aluno deu o seu melhor nesta edição de JEAs e a gente vê a evolução da natação, do badminton, e a retomada do nosso atletismo. Isso é fruto de planejamento e dedicação de uma força em conjunto das escolas da rede municipal, estadual, federal e do ensino privado da cidade”, ressalta.

Bruno Melo acrescenta que o resultado positivo das modalidades individuais representa muito para o esporte escolar do município. 

“Esse resultado positivo representa um marco. É a primeira vez que a gente tem um número tão expressivo de medalhas nas modalidades individuais, e isso coloca Parintins em outro patamar dentro do estado, mostrando que estamos no caminho certo, formando atletas e cidadãos. E o mais importante: abrindo portas para os JEAs, para o JEBs e para outras competições nacionais”, conclui. 

Além das 20 medalhas, as modalidades individuais garantiram duas vagas para os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs 2026), no badminton. O resultado também fortalece projetos sociais e escolares em Parintins, incentivando a prática esportiva com apoio da Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) desde a base.

Retorno para Parintins

A coordenação da delegação de Parintins informa aos pais e responsáveis que os alunos-atletas e professores das modalidades: atletismo, xadrez, tênis de mesa, badminton, natação, além das equipes coletivas do handebol infantil masculino e do handebol juvenil feminino, que perderam na disputa das quartas de final, retornam nesta terça-feira, 21, para Parintins a partir das 12h, a bordo do FerryBolt Golfinho do Norte. 

Seguem nos JEAs

Já as equipes coletivas do handebol juvenil masculino e o infantil feminino venceram e jogam a semifinal nesta terça-feira. A equipe de futsal juvenil masculino jogou na superação e venceu a forte equipe do Recanto da Criança e avançou para as quartas de final da competição. Também continuam em busca de medalhas para Parintins, o voleibol infantil masculino e feminino do Colégio Nossa Senhora do Carmo e o futebol de campo juvenil que tem confrontos decisivos. 

Confira as conquistas das medalhas parintinenses nas provas individuais:

Ouro

- Davi Fonseca: Natação – 200m Medley

- Wislander Oliveira: Badminton

- Raphaela Paiva: Natação

- David, Hector, Gabriel e Efraim: Natação 


Prata

- Lunna Clara Barroso: Salto em Distância

- Ricardo Amazonas: Lançamento de Disco

- Kamilly Vitória de Souza: Badminton

- Amanda Barroso: 100 metros rasos


Bronze

- Thaila Bulcão: Xadrez categoria Blitz

- Efraim Melo: Natação: Natação (800 e 1.500m livre)

- Lunna Clara Barroso: 400 metros rasos e Salto em Altura

- Paulo Victor Xavier: Badminton

- Jennifer Pinheiro: Badminton

- Tayná Mello: Badminton

- Hector Albuquerque: Natação (200m e 400m livre)

- Luiz Henrique: Xadrez 

- Davi Fonseca: Natação (50m livre)

Brasil

Em Parintins, CRAS promovem trilhas, dinâmicas e atividades lúdicas pelos 36 anos do ECA

Foto: Pitter Freitas/Secom
Em comemoração aos 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e aos avanços com o ECA Digital, celebrados nesta segunda-feira (13), os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Rita, Paulo Corrêa e União realizaram programação especial voltada às crianças, adolescentes e suas famílias atendidas pelo Serviço de Convivência de Fortalecimento de Vínculos - SCFV.

As atividades realizadas promoveram o conhecimento sobre os direitos garantidos pelo Estatuto, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e a conscientização sobre inclusão e proteção.

No CRAS Santa Rita, a programação destacou a importância da proteção integral das crianças e adolescentes, com atividades lúdicas, dinâmicas e orientações sobre a Lei Henry Borel, reforçando o papel da rede de proteção no enfrentamento às diversas formas de violência.

A assistente social Raiane Castro destacou que as ações buscaram aproximar as crianças dos mecanismos de proteção previstos em lei.

"Estamos mostrando para as nossas crianças o quanto a lei está ao lado delas, garantindo proteção e segurança. A Lei Henry Borel veio para dar uma resposta mais imediata, para que elas saibam onde pedir ajuda e compreendam a importância da rede de proteção atuando de forma cada vez mais presente no nosso município. A violência não é apenas física, ela pode acontecer dentro de casa, na escola e em diversos outros ambientes", afirmou.

No CRAS Paulo Corrêa, a atividade "Trilha do ECA: Conhecendo Nossos Direitos" reuniu crianças e adolescentes em uma ação educativa realizada no Bosque Linear das Acácias.

 A programação contou com rodas de conversa, dinâmicas e jogos lúdicos voltados ao aprendizado dos direitos e deveres previstos no Estatuto, além de abordar a importância da preservação dos espaços ambientais e da convivência comunitária.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a cidadania, o protagonismo infantil e juvenil e incentivar a participação das crianças e adolescentes na construção de uma comunidade mais consciente, disse a assistente social Carmem de Souza.

“A nossa trilha proporcionou às crianças e adolescentes uma forma educativa e divertida de aprender sobre os direitos assegurados pelo Estatuto. Durante a programação, também abordamos a importância da Lei Henry Borel, que fortalece a proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência no ambiente familiar, e da Lei Felca, que amplia as medidas de prevenção e enfrentamento das violências praticadas no ambiente digital”, destacou.

Já o CRAS União, em parceria com a Biblioteca João do Carmo e a Estação da Cidadania, promoveu a "Trilha da Convivência", uma manhã de atividades educativas e inclusivas. A programação foi composta por estações temáticas, como trilha musical, sensorial, da memória e corporal, proporcionando experiências voltadas ao desenvolvimento cognitivo, motor, sensorial e socioemocional.

Além de divulgar os direitos assegurados pelo ECA, as atividades também abordaram a conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), incentivando o respeito às diferenças, a empatia, a cooperação e a inclusão.

As ações desenvolvidas pelos três CRAS reforçam o compromisso da Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação (Semasth), em promover a proteção integral de crianças e adolescentes, fortalecendo a convivência familiar e comunitária e ampliando o acesso à informação sobre os direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

AdaptaCidade

Parintins participa de oficina do AdaptaCidades para elaboração de plano de adaptação climática

Foto: Divulgação do evento
Parintins participou, nesta quinta-feira (9), em Manaus, da Oficina de Estruturação da Governança da iniciativa AdaptaCidades, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). 

O encontro reuniu representantes de municípios amazonenses para dar início à construção dos Planos Municipais de Adaptação às Mudanças do Clima.

O município foi representado por uma equipe técnica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Sedema), da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento. Também participaram da oficina representantes de Manaus, Itacoatiara, Manacapuru, Tefé, Coari, Tabatinga, Maués, Iranduba e Humaitá.

Realizada no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), a oficina marcou o início da organização da governança local necessária para a elaboração dos planos de adaptação climática. 

Durante a programação, os participantes receberam orientações sobre a estrutura institucional, definição dos mecanismos de governança, identificação dos principais atores envolvidos e integração entre os diferentes setores da administração pública.

Além da capacitação, o encontro definiu as etapas iniciais da iniciativa, incluindo cronograma, formas de acompanhamento e a interação entre os municípios participantes e o Governo Federal.

Segundo o secretário da Sedema, Wescley Tavares, a participação de Parintins permitirá ampliar a capacidade técnica do município para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

"A participação de Parintins é estratégica porque permitirá a capacitação dos nossos servidores, fortalecerá a integração entre as secretarias municipais e ampliará o acesso a oportunidades de planejamento e financiamento para ações de adaptação e resiliência climática. Essa iniciativa representa mais um importante passo para preparar o município para os desafios ambientais do presente e do futuro", afirmou.

Os técnicos indicados por Parintins atuarão como pontos focais da iniciativa, responsáveis por acompanhar as atividades, promover a articulação entre os órgãos municipais e colaborar na elaboração do plano de adaptação climática.

O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério das Cidades. 

A iniciativa busca fortalecer as políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas, ampliar a capacidade técnica dos municípios e facilitar o acesso a recursos destinados a projetos de resiliência.

Brasil

Senado aprova venda de spray de pimenta para defesa de mulheres

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O Senado aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei 727/2026 que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de aerossol de extratos vegetais para defesa pessoal de mulheres. 

O texto, aprovado em votação simbólica, segue para sanção presidencial.

A proposta estabelece regras para a comercialização e o uso do dispositivo, além de prever penalidades administrativas para quem utilizá-lo fora das hipóteses previstas em lei.

Pelo texto, mulheres com mais de 18 anos poderão adquirir o aerossol. 

Entre 16 e 18 anos, a compra dependerá de autorização expressa dos responsáveis legais.

Os estabelecimentos comerciais deverão manter, por cinco anos, registro simplificado com a identificação da compradora.

O projeto determina que o aerossol seja de uso individual e intransferível e proíbe a utilização de substâncias com efeito letal ou toxicidade permanente. 

As especificações técnicas e de segurança serão definidas em regulamento do Poder Executivo.

Quem utilizar o dispositivo de forma indevida poderá receber advertência, multa de um a dez salários mínimos, apreensão do produto e proibição de nova aquisição por até cinco anos, sem prejuízo das sanções penais e civis cabíveis. 

Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.

A proposta também cria o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. 

A implementação ocorrerá de forma gradual, também conforme regulamentação do Poder Executivo.


Com informações da Agência Senado.

Brasil

Lula cobra respeito e rejeita interferência dos EUA

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O  presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou as manifestações de autoridades dos Estados Unidos, ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país.

Segundo Lula, organizações como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são, de fato, terroristas, mas não para os EUA, e sim para as comunidades brasileiras.

Nesse sentido, não há, segundo o presidente brasileiro, qualquer justificativa para uma eventual intervenção estrangeira. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) em Sergipe, onde o presidente visitou a  Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) no município de Laranjeiras.

Lula se disse “muito triste” com a classificação feita pelo secretário Marco Rubio, dos EUA.

“Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. [Para isso,] aprovamos uma lei antifacção e a lei de combate ao crime organizado”, argumentou Lula.

O presidente ressaltou que a facções brasileiras não têm o perfil de terroristas que os EUA costumam procurar, e citou Osama Bin Ladem como exemplo. Lula ainda apontou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos.

Na sequência, cobrou respeito das autoridades estadunidenses. “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui [o Brasil] não é um país qualquer. É um país muito grande”, afirmou.

Preocupação e respeito

Lula levantou suspeitas de que o interesse estadunidense estaria, na verdade, relacionado à cobiça pelas riquezas minerais do Brasil.

“Tenho preocupação porque nós temos muitos minerais críticos, terras raras, minérios. Ainda temos muito ouro e diamante, além da maior floresta tropical do mundo e água doce. Daqui a pouco vão dizer que a Amazônia é deles. Não é”, enfatizou o presidente.

Lula lembrou que, na conversa que teve com Donald Trump, disse que os dois precisam passar respeito à comunidade internacional e a sociedade, valorizando a democracia, o multilateralismo e defendendo a integridade territorial das nações

“Eu trato um país pequeno com o mesmo respeito que eu trato a China, a Rússia e os EUA. Eu não falo grosso com a Bolívia e fino com os EUA. Eu falo educadamente com os dois porque eu quero respeito. Preciso ter respeito para respeitar. Então não brinquem com a soberania desse país, nem com nossa democracia”, disse.

Lula reiterou que o Brasil tem feito muito para o combate às organizações criminosas, e que a aprovação da PEC da Segurança Pública reforçará esse combate.

Colaboração

Segundo o presidente, caso os EUA realmente queiram colaborar serão muito bem-vindos, mas que esse combate precisa ser feito também em território estadunidense.

“Entreguei um documento para o Trump [dizendo que] o Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. Vamos começar pelo seu estado de Delaware, onde há lavagem de dinheiro de brasileiros”, disse.

“Vamos começar por entregar o [Carlos] Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido por lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, que é o Ricardo Magro. Entreguei para o Trump o nome e a foto da casa dele. Quer combater o crime organizado? Entreguem os nossos [criminosos] que estão lá nos EUA”, complementou.

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Brasil

EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas

Foto: Evan Vucci

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

"Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país", disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Risco

Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares

Esta mudança poderia, segundo esses especialistas, atrapalhar investigações conjuntas em curso e inviabilizar futuras cooperações.

"Narcoterrorismo"

Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de "narcoterrorismo".

Ao longo dos últimos meses, forças mlitares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

A própria invasão do território venezuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Glores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

No início deste mês, em visita aos EUA , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com Donald Trump, na Casa Branca, a adoção de frentes de trabalho entre os dois governos para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA. Na ocasião, segundo Lula, eles não trataram especificamente sobre facções criminosas que atuam no Brasil, como CV e PCC.

O anúncio de Rubio também coincide com um encontro entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ocorrido nesta quarta-feira (28), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

Brasil

Câmara aprova PEC que acaba com escala 6x1

Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

Um dia histórico. Foi assim que o presidente da Câmara, Hugo Motta, classificou esta quarta-feira, depois da aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. 

Foram 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno e 461 a favor e 19 contrários no segundo turno. Desses contrários do segundo turno, foram 9 deputados do PL, quatro do Novo, dois do MDB e um do União Brasil, do PSD, do PP e do Missão. Além de 33 deputados ausentes. Mesmo assim o placar foi muito superior ao mínimo necessário - 308 votos - para aprovar a PEC, que agora segue para o Senado.

A votação desde a comissão especial até o plenário foi acompanhada de movimentos de trabalhadores, sindicatos e estudantes que tinham até um grito de protesto: " trabalhador, preste atenção, a 6x1 só é boa para o patrão".

Ao final, já depois das dez da noite, Hugo Motta, cravou o resultado.

"Sim, 461. Não, 19. Está aprovada em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição número 221 de 2019. Em votação a redação final. Aqueles que forem pela aprovação, permaneçam como se acham. Aprovada! A matéria vai ao Senado Federal."

Mas afinal, o que foi aprovado? A PEC que acaba com a escala 6x1 já 60 dias depois dela ser promulgada. Ou seja, depois desse prazo, o esquema trabalhado será de cinco dias para dois de folga. E já vai ter uma redução na jornada semanal. Vai passar de 44 para 42 hours. Depois de um ano, reduz mais duas horas. Ou seja, em 14 meses, a jornada semanal vai passar de 44 para 40 horas sem redução de salário.

Para casos específicos, como quem trabalha no esquema 12x36 ou as atividades essenciais como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, os acordos coletivos vão prever o regime de compensação para garantir os dois dias de descanso semanal. E aqueles com diploma de curso superior e que ganham mais de 21 mil 188 reais, que é duas vezes e meia o teto do INSS, ficam de fora. Não terão de obedecer a redução da jornada nem ao controle de horas. A ideia é combater a pejotização.

A PEC 6x1 vai, agora, para o Senado. Ontem já começaram as negociações. Esta semana, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, recebeu empresários, que pediram um pé no freio. Querem segurar a tramitação dessa PEC. Alegam perdas de produtividade. Ainda na noite dessa quarta, após o resultado, Hugo Motta, voltou a dizer que a aprovação é uma questão de saúde, de qualidade de vida e que não. Não afeta a produção.

"A redução da jornada não é vilã de produtividade. Precisamos reconhecer uma realidade: o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho no mundo. Ao mesmo tempo, convive há décadas com a estagnação da produtividade. Isso mostra que produtividade não pode continuar sendo medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas. Trabalhadores mais descansados produzem mais. Ambientes de trabalho mais saudáveis reduzem faltas, afastamentos e rotatividade."

Mesmo com resistências no Senado, os apelos do governo e das categorias é para que o texto seja votado logo, pelo menos, antes das eleições de outubro, mas que seja discutida com calma. Davi Alcolumbre ainda não falou oficialmente sobre o calendário, mas já tem requerimento pedindo sessão temática para debater os impactos sociais da 6x1.

Brasil

Fim da escala 6x1: relator propõe que um dia de folga seja no domingo

Foto: Lula Marque/Agência Brasil
O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala 6x1, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), propõe que um dos dias de repouso semanal remunerado seja, preferencialmente, no domingo. 

O deputado apresentou nesta segunda-feira (25) o relatório à comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o tema, que analisa a proposta ainda nesta segunda-feira.

O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Pela proposta, o fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

Transição

A proposta do relator traz um período de transição para a redução da jornada de trabalho.

Em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 horas para 42 horas semanais.

Um ano após a entrada em vigor da mudança, reduziria mais duas horas, para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”, porém que a queda gradual reduz eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que lei ordinária poderá dispor sobre a jornada e descanso de regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

As novas regras não se aplicam aos trabalhadores com carga de trabalho igual ou inferior a 40 horas semanais.

Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

"A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho  existentes", afirmou.

O que prevê o relatório:

60 dias após a promulgação da emenda constitucional:     

- escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso após ; 

- jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

Em 14 meses:

- jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. 

Pejotização

Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5x2.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores, classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, disse.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

A exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Contratos com a administração pública

Nos casos de contratos da administração pública direta e indireta, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta Emenda Constitucional.”

A medida vale para os contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados contratados passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta Emenda Constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta Emenda Constitucional”, diz o texto.

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil 

Brasil

Ibama lança chamada pública para mapear iniciativas de conservação e turismo de vida silvestre no Brasil

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) abriu uma chamada pública voltada a projetos, programas e iniciativas que atuam com conservação, observação ou turismo de vida silvestre em todo o país.

A ação integra o Programa Caminhos da Biodiversidade, que busca fortalecer práticas sustentáveis e ampliar o conhecimento sobre atividades que contribuem para a proteção da fauna brasileira.

A iniciativa convida organizações, coletivos, pesquisadores e empreendedores a colaborarem com o mapeamento nacional dessas ações. 

O objetivo é consolidar uma base de dados qualificada que permita ao IBAMA planejar políticas públicas mais eficazes, incentivar a geração de renda local e valorizar o conhecimento tradicional das comunidades envolvidas.

O Programa Caminhos da Biodiversidade tem como foco estimular atividades de observação de fauna em vida livre, promovendo, simultaneamente, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável em diferentes territórios do Brasil.

Nesta primeira fase, os projetos selecionados serão espacializados na Pamgia, ferramenta desenvolvida pelo IBAMA para visualização, análise e monitoramento geoespacial de dados ambientais. A plataforma permite aprimorar o acesso às informações, além de subsidiar ações estratégicas de gestão e tomada de decisão.

Para participar, os interessados devem enviar arquivos geoespaciais de suas áreas de atuação — nos formatos shapefile, geopackage ou KML — por meio de formulário específico disponibilizado pelo Instituto. É fundamental que todas as informações sejam preenchidas com atenção, já que os dados servirão de base para futuras ações de conservação e fomento.

O questionário conta com 27 campos e deve ser respondido de forma completa e criteriosa. O IBAMA ressalta que as informações fornecidas serão utilizadas exclusivamente para fins técnicos e institucionais no âmbito do Programa Caminhos da Biodiversidade, não configurando protocolo administrativo nem gerando direitos ou obrigações automáticas.

O superintendente do IBAMA no Amazonas, Joel Araújo, destacou a importância da mobilização coletiva:

“Essa chamada é uma oportunidade estratégica para dar visibilidade a iniciativas que já fazem a diferença na conservação da biodiversidade brasileira. Ao integrar essas informações, conseguimos planejar melhor nossas ações, apoiar quem está na ponta e fortalecer uma agenda que une proteção ambiental, geração de renda e valorização das comunidades locais.”

Para dúvidas ou mais informações, o IBAMA disponibiliza o e-mail: sebio.sede@ibama.gov.br.

A participação de iniciativas de todo o país é fundamental para o sucesso do Programa Caminhos da Biodiversidade e para o fortalecimento de uma rede nacional comprometida com a conservação da fauna e o uso sustentável dos recursos naturais.



Fonte: Divulgação IBAMA-AM.

Boi Garantido

Boi-Bumbá Garantido cumpre agenda em Brasília e reforça apoio aos povos indígenas

Foto: Yasmin Cadore
O Boi-Bumbá Garantido cumpriu agenda em Brasilia (DF) com visitas ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e ao Centro de Convivência Multicultural dos Povos Indígenas da Universidade de Brasília (UnB), conhecido como Maloca. 

A programação reforça o papel social do Boi Garantido junto dos povos indígenas, fortalecendo suas lutas, representatividade e a presença em diferentes espaços institucionais.

Durante a visita ao Ministério dos Povos Indígenas, o Garantido saudou o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, e a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Lucia Alberta Baré.

Representando a nação vermelha e branca, estiveram presentes Izabel Munduruku, membro da Comissão de Artes; Adriano Paketá, pajé do Boi Garantido; e Batista Silva, tripa do boi.

De acordo com Izabel Munduruku, a ocasião simboliza a ocupação de um espaço historicamente conquistado pelos povos indígenas do Brasil.

"Na quarta-feira, o Garantido, 'boi de territórios', esteve cumprindo agenda institucional no MPl, em visita ao ministro Eloy Terena. Também é uma honra estar junto da presidenta da Funai, Lucia Alberta, mulher indígena do Alto Rio Negro, referência na Educação Escolar Indígena e na defesa dos direitos dos povos indígenas no Brasil", destacou.

Ainda na quarta-feira, o Garantido esteve na Maloca da UnB, fortalecendo a presença e o protagonismo de estudantes e professores indígenas dentro dos espaços acadêmicos.

Nesta quinta-feira (9), o Garantido marca presença na marcha "Demarca Lula: Brasil Soberano é terra indígena demarcada e protegida", reforçando a luta pela homologação de terras indígenas no país.

A presença do Boi Garantido em Brasília, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), maior encontro de povos e organizações indígenas do Brasil, reafirma o papel da cultura popular como ferramenta de visibilidade, mobilização e fortalecimento das lutas dos povos tradicionais, além de promover a aproximação com territórios de diferentes regiões.

Brasil

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência. 

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”  

Impacto econômico

Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.  

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.


“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.

“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.

Fiscalização e Transparência

O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.

“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.

Alíquota de exportação

A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.

“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

BR Distribuidora

Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo. 

“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.


Por Agência Brasil

Amazonas

Bolsa Família contempla 596.991 beneficiários no Amazonas

O programa Bolsa Família, do governo federal, contempla 596.991 beneficiários nos 62 municípios do Amazonas. 

O número é referente a este mês de fevereiro e equivale a R$ 431,8 milhões pagos às famílias. 

O valor médio é de R$ R$ 723,35. O pagamento ocorre de acordo com o final do NIS (Número de Identificação Social).

Em três municípios do estado — Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira —, o pagamento ocorreu na quinta (12). 

A medida é adotada para cidades incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes, inundações e períodos longos de seca e estiagem.

No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 325,6 mil crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância no Amazonas. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. 

O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 46,6 milhões.

O Bolsa Família inclui outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 29,5 mil gestantes, 13,1 mil nutrizes e 557,3 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos no estado. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 28,1 milhões.

Neste mês, o Bolsa Família alcança no Amazonas, em seu grupo prioritário e específico, 2,6 mil famílias com pessoas que vivem na rua, 74,1 mil indígenas, 4,8 mil quilombolas, 134 crianças em situação de trabalho infantil, 746 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 15 mil com catadores de material reciclável.

Manaus é o município com maior número de beneficiários no Amazonas neste mês, com 231,9 mil famílias atendidas. Na sequência das cidades com maior número de famílias atendidas estão Parintins (20.560), Manacapuru (19.725), Itacoatiara (15.815) e Autazes (14.741).

Valor médio

Santo Antônio do Içá é o município amazonense com maior valor médio de benefício: R$ 878 neste mês. Em seguida aparecem Jutaí (R$ 855,23), São Gabriel da Cachoeira (R$ 840,84), Maraã (R$ 831,31) e São Paulo de Olivença (R$ 829,38).

Em todo o país, neste mês, serão 18,84 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família nos 5.570 municípios, com valor médio de benefício de R$ 690,01. 

O investimento do Governo do Brasil no programa de transferência de renda é de R$ 13 bilhões em fevereiro.

Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 84,38% dos responsáveis familiares são mulheres: 15,8 milhões. As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 36,1 milhões (73,29%).

Proteção

Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em janeiro, 2,51 milhões de famílias.

Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em fevereiro: R$ 743,97. Amapá (R$ 734,64), Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89) completam a lista das seis maiores médias.



Brasil

Lula veta integralmente PL da Dosimetria

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integramente, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei nº 2.162 de 2023, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional. 

O texto prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.

O anúncio foi feito durante ato, no Palácio do Planalto, que marca os três anos dos ataques perpetrados por manifestantes apoiadores de Bolsonaro que, inconformados com o resultado das eleições, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou [apresentações de] Powerpoint fajutas”, disse Lula.

“Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepreensível ao longo de todo esse processo. Julgou e condenou no estrito cumprimento da lei. Não se rendeu às pressões, não se amedrontou diante das ameaças. Não se deixou levar por revanchismo. Saiu fortalecida. Sua conduta certamente será lembrada pela história”, completou.

Ao citar o poeta hispano-americano George Santayana, Lula concluiu: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo. Em nome do futuro, não temos hoje o direito de esquecer o passado. Por isso, não aceitamos nem ditadura civil nem ditadura militar. O que queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo”.     

Com o veto, o projeto volta para o Congresso. 

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”. O texto reduz também o tempo para progressão do regime de prisão de fechado para semiaberto ou aberto.

Tais mudanças poderiam beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

O projeto de lei também reduziria o tempo de progressão de pena para alguns criminosos comuns, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil.


Por Agência Brasil

8 de janeiro

Senado aprova redução da pena de condenados do 8 de janeiro

Foto: Carlos Moura/Agência Brasil

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto segue agora para a sanção presidencial.

Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”.

“Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições”, argumentou.

“O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social”, concluiu.

O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem – no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro. 

Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país.

“Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

“Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário”, finalizou.

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito.

“Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição”, afirmou.

“Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos”, reiterou.

Senadores do PL defenderam a proposta. O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações.

“Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos”, disse.

“Eu sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante”, afirmou o senador Sergio Moro (União-PR).

O que é o PL da Dosimetria?

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto.

Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Repercussão

No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo.

Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria. 

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns.


Por Agência Brasil

Brasil

Glauber Braga, retirado à força do plenário, denuncia 'ação golpista'

Após ser retirado à força da cadeira da presidência da Câmara dos Deputados, o deputado Glauber Braga, do PSOL do Rio de Janeiro, falou com a imprensa e questionou a postura do presidente da casa, Hugo Motta, que teria sido permissivo quando deputados da direita ocuparam a mesa da Câmara por dois dias, em agosto deste ano. E, quando Braga tomou a mesma atitude, ele foi retirado com violência pela Polícia Legislativa.

Glauber ocupou a cadeira de presidente do plenário após Hugo Motta decidir colocar em votação, ainda nesta semana, seu processo de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Para Glauber, a atitude de Motta seria parte de um pacote golpista para aprovar a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro:

“O que está acontecendo agora é uma ofensiva golpista. A votação da minha cassação, de uma inelegibilidade de oito anos, não é um fato isolado. Nesse mesmo o pacote, eles querem votar. Uma anistia que não é dosimetria, levando à possibilidade de que Jair Bolsonaro tenha só dois anos de pena. Combinado a isso, eles querem manter os direitos políticos de Eduardo Bolsonaro, porque, quando há o desligamento por pautas, a pessoa continua elegível.”

O presidente da Câmara, Hugo Motta publicou nota nas redes sociais após a retirada de Glauber Braga do plenário. Motta diz que o deputado do Rio desrespeitou a Câmara e o Poder Legislativo, de forma reincidente. Braga já havia ocupado o plenário de uma comissão e feito uma greve de fome por mais de uma semana como forma de protesto.

Motta disse ainda que a democracia deve ser protegida do grito, do gesto autoritário e da intimidação travestida de ato político. O presidente da Câmara ainda afirmou que determinou apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa.

Vídeos feitos após a retirada de Glauber do plenário mostram diversos policiais legislativos agredindo jornalistas que buscavam exercer seu trabalho.

Nessa terça-feira, Hugo Motta anunciou, que além de Glauber Braga, colocará para votação a cassação dos deputados Carla Zambeli, do PL de São Paulo, e de Alexandre Ramagem, do PL do Rio de Janeiro, que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

Motta também afirmou que deve iniciar o processo de cassação de Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, que está nos Estados Unidos, por ter superado o número de faltas permitidas.

Bolsonaro

Bolsonaro está inelegível até 2060

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Como parte da conclusão do julgamento da trama golpista, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado que o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível, em função da condenação a 27 anos e três meses de prisão.

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena. Dessa forma, o ex-presidente está inelegível até 2060, quando Bolsonaro terá mais de 100 anos. Atualmente, ele tem 70.

Moraes também determinou, nesta terça-feira (25), que a Justiça Militar e o Ministério Público Militar sejam comunicados sobre a execução das condenações de Jair Bolsonaro e outros militares das Forças Armadas na ação penal da trama golpista.

Além de Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier deverão ser alvo de uma ação de perda do oficialato e serão julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM). Não há prazo para o Ministério Público Militar solicitar a perda das patentes ao STM.

No caso de Alexandre Ramagem, Moraes determinou a perda do mandato parlamentar, que deverá ser declarada pela Mesa da Câmara dos Deputados. Além disso, Anderson Torres e Ramagem perdem os cargos públicos de delegados federais, também devido à condenação.

Audiências de custódia

O ex-presidente Jair Bolsonaro e os seis aliados réus do Núcleo 1 da trama golpista passarão por audiências de custódia, nesta quarta-feira (26) à tarde, nos respectivos locais de cumprimento das penas.

Brasil

Bolsonaro está preso preventivamente

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22). Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta sexta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou, pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.  

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes diz que a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar "eventual tentativa de fuga do réu".

 Moraes também determina que seja realizada, neste domingo (23), audiência de custódia, por videoconferência, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, além da disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu. 

A decisão diz ainda que todas as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu. 

Também nesta sexta, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.  

Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam "acompanhamento médico intenso" e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar. O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares já fixadas pelo STF. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.