Aumento dos casos de rotavírus no Estado acende o alerta em Parintins

 

O aumento dos casos de doenças diarreicas agudas (DDAs) tem causado preocupação para as autoridades de saúde de Parintins. Desde o mês de novembro, os casos desse tipo de doença vêm registrando uma alta que tem ficado acima da média verificada ao longo do ano. 

A alteração está sendo investigada pelas autoridades de vigilância em saúde do município e pode estar relacionada com a circulação do rotavírus, um tipo de vírus que provoca doenças infecciosas gastrointestinais e que tem aumentado no Estado.

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o Estado registrou um aumento de 125% dos casos de rotavírus entre 2022 e 2023. Só este ano foram 115 casos confirmados.

Conforme dados da Secretaria de Saúde de Parintins (Semsa), o município manteve uma média mensal de 313,3 de pacientes com doenças diarreicas até outubro de 2023. Mas em novembro esse número saltou para 750. Tendência que foi mantida em dezembro, quando 725 casos foram registrados até a terceira semana do mês.

A alta dos casos já era esperada pelos especialistas devido ao período sazonal da doença, que ocorre com a chegada do período de chuvas na região. Mas o aumento acentuado também pode estar relacionado com a circulação do rotavírus na Ilha. Com isso os casos registrados passaram a ser considerados suspeitos e estão sendo analisados de forma mais detalhada.

“O município de Parintins está coletando amostras de pacientes e encaminhando para o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen) pra gente verificar se é o rotavírus circulante. Mas como é uma tendência do período sazonal, provavelmente nós tenhamos amostras positivas relacionadas a circulação desse vírus”, ressaltou a Coordenadora Municipal de Vigilância em Saúde de Parintins, Elaine Pires.

Os resultados dos exames devem sair nos próximos dias. Segundo a Semsa, a rede de saúde do município está estruturada para receber os pacientes com a doença. 

Casos leves estão sendo tratados nas Unidades Básicas de Saúde, e os casos graves são encaminhados para o Hospital Jofre Cohen.

De acordo com o Ministério da Saúde, o rotavírus se propaga pelo contato pessoa a pessoa, ingestão de água ou alimentos contaminados e propagação pelo ar. Para prevenir a infecção, as autoridades de saúde orientam a higienização frequente das mãos, ingestão de água tratada e higienização dos alimentos antes da ingestão.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, em casos leves, a infecção pelo rotavírus se manifesta por meio de sintomas como cólicas, dores abdominais, diarreia e febre. Em casos graves, a doença pode provocar desidratação e até a morte do paciente.



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