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| Foto: Eldiney Alcântara/Secom |
Esse cenário foi discutido na quinta-feira (6), durante a roda de conversa “Desafios e Fortalecimento da Mulher no Agro”, que reuniu mulheres com diferentes experiências ligadas ao setor primário do município.
Entre as participantes estava Keyla Mendonça, que começou a empreender em 1995 e atualmente comanda a Natu-Gurt Parintins, empresa especializada na produção de iogurtes. Além de administrar o negócio, ela concilia a atividade empresarial com a rotina familiar.
Para Keyla, a presença das mulheres no agronegócio ainda envolve desafios, mas também representa uma conquista de espaço.
“Uma mulher no agro é sinônimo de força, coragem, resiliência e dedicação. A gente está ocupando um espaço que é predominantemente masculino. É um desafio muito grande, mas somos capazes de produzir, gerenciar, inovar e ir muito além”, afirmou.
A roda de conversa foi conduzida pela agrônoma Wanderléia Ribeiro, que também tem ligação com o setor rural. Filha de produtor, ela cresceu em uma família que vive do agro e hoje trabalha diretamente com atividades relacionadas à produção vegetal.
Segundo Wanderléia, reunir produtoras, empreendedoras e mulheres que atuam em instituições ligadas ao setor ajuda a dar visibilidade às diferentes formas de participação feminina no agronegócio.
“Foi importante trazer o protagonismo feminino para esse universo do agro. Mostrar mulheres produtoras, empreendedoras e que estão à frente de instituições e cooperativas é mostrar que a mulher pode ocupar todos os espaços”, destacou.
O encontro também contou com a participação de mulheres que trabalham em instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio e de profissionais da área de assistência social da Polícia Civil que atuam na rede de proteção às mulheres.
Para Rafaela Figueiredo, subsecretária municipal de Produção e Abastecimento, a presença feminina já pode ser percebida tanto nas propriedades rurais quanto em posições de liderança dentro do setor.
“A presença da mulher é cada vez mais nítida nas propriedades rurais e nas comunidades. Temos um agronegócio mais moderno e com maior representatividade feminina”, afirmou.

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