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A redução da oferta do produto tem levado comerciantes a recorrerem à farinha vinda do oeste do Pará, principalmente dos municípios de Juruti, Monte Alegre e Santarém, para atender à demanda dos consumidores.
Os preços da farinha regional já apresentam alta e variam de acordo com a qualidade. Além do aumento, vendedores relatam dificuldade para encontrar grandes quantidades do produto produzido no município.
O vendedor de farinha Venceslau Ferreira afirma que a escassez da produção local tem mudado a dinâmica do comércio. Segundo ele, a farinha regional, além de pouca, ficou muito mais cara.
“Estão procurando muito a farinha da nossa região, mas está difícil. Está fraca a produção e o preço subiu de 200 pra 350 e ficou inviável. Aí acabamos comprando de fora, porque está mais barato", pontuou.
Alguns produtores e vendedores alertaram que o cenário pode se agravar caso a estiagem caso a estiagem prevista para este ano seja tão intensa quanto indicam os especialistas. Segundo eles, a seca reduz a disponibilidade de matéria-prima, compromete as plantações e dificulta a produção de mandioca.
Apesar da preferência dos consumidores pela farinha produzida em Parintins, a falta do produto tem levado a população a optar pela farinha de outros municípios, segundo Venceslau Ferreira.
“O povo gosta mais da regional, mas se não tem, o jeito é comer a outra. E a outra agora está vindo boa, porque eles estão tomando conhecimento da nossa, aí fazem quase idêntica à nossa”, acrescentou.
Os agricultores defendem maior incentivo ao setor, com apoio para recuperação das áreas de cultivo e distribuição de manivas para o plantio. Sem essas medidas, a expectativa é de que a oferta continue reduzida e os preços permaneçam elevados nos próximos meses.

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