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| Foto: Pitter Freitas/Secom |
Depois de anos vivendo na instituição, ele deixou o acolhimento na segunda-feira (17) para começar uma nova fase ao lado da família que o adotou.
Ele chegou ao Saica em 2018, aos 7 anos. A partir de 2022, passou a ser acompanhado mais de perto pela coordenadora Patrícia Pantoja.
Durante esse período, a equipe acompanhou seu desenvolvimento, trabalhando questões relacionadas à educação, convivência social, autonomia e fortalecimento de vínculos.
Na tarde de segunda-feira, veio a despedida. A nova família foi buscá-lo no Saica, em um momento marcado pela emoção entre profissionais que acompanharam sua trajetória e o adolescente.
O processo de adoção foi acompanhado pelo Sistema de Garantia de Direitos e pela 2ª Vara da Comarca de Parintins, responsável por assegurar o cumprimento das etapas legais e a proteção dos direitos do adolescente.
Para a coordenadora do Saica, Alessandra Maia, a conclusão do processo também representa o resultado de um trabalho que envolve toda a equipe.
“A adoção tardia carrega desafios próprios. Um adolescente que passou por diferentes experiências ao longo da vida chega ao processo trazendo sua história, seus sentimentos e suas vivências. Por isso, cada etapa exige cuidado, escuta, preparação e acompanhamento. É um caminho que respeita o tempo do adolescente e assegura que todos os trâmites legais sejam cumpridos com responsabilidade”, afirmou.
A história chama atenção para a realidade de crianças e adolescentes que permanecem por longos períodos nos serviços de acolhimento à espera de uma família. No Saica, além da proteção, o trabalho envolve acompanhamento e preparação para diferentes possibilidades de futuro.
A secretária de Assistência Social, Zeila Cardoso, destacou a importância da adoção de adolescentes.
“Muitos pensam que adoção é só para bebês e esquecem os adolescentes que esperam, às vezes por anos, por um lugar onde se sintam amados, acolhidos e pertencentes. O Saica cuida, a Prefeitura de Parintins e a Secretaria de Assistência Social trabalham incansavelmente, mas só uma família completa o sentido”, disse.
A nova família também já tinha experiência com adoção. Rafael Oliveira e seus familiares haviam adotado anteriormente duas crianças. Foi por meio de Juliana Villarim, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Amazonas (Cejaia), ligada à Corregedoria-Geral de Justiça, que a família conheceu a história do adolescente.
A partir desse encontro, os planos da família mudaram. O que inicialmente tinha outro perfil acabou se transformando em uma nova história de convivência e afeto.
“Estamos realizados e felizes. Vamos continuar com todo esse legado de amor”, celebrou Rafael.
A adoção encerra um ciclo de acolhimento e abre outro, marcado pela convivência familiar e pela construção de novos vínculos. Para o adolescente, a saída do Saica representa o início de uma vida ao lado da família que decidiu recebê-lo.

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