Rede de Proteção realiza mais de 16 mil abordagens durante o Festival de Parintins

Foto: Secom Parintins
A Rede de Proteção de Parintins realizou 16.097 abordagens de orientação e conscientização durante o 59º Festival de Parintins, promovido entre os dias 26 e 28 de junho.

As ações tiveram como foco a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes, o combate ao trabalho infantil e a divulgação dos canais de denúncia.

A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação (Semasth) e reuniu mais de 400 profissionais e voluntários de órgãos públicos, instituições parceiras e entidades ligadas à proteção da infância e adolescência.

Durante o festival, as equipes atuaram em pontos de grande circulação de pessoas, distribuindo materiais informativos, orientando pais, responsáveis e visitantes sobre os direitos de crianças e adolescentes, além de reforçar a importância da denúncia de situações de violência e exploração.

A base de acolhimento instalada na Escola Municipal Aldair Kimura recebeu 54 adolescentes, entre 15 e 17 anos, encaminhados pela Central Integrada de Fiscalização (CIF) durante as madrugadas dos dias 27, 28 e 29 de junho. 

Já o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) funcionou como sede da Rede de Proteção e também como ponto de credenciamento de crianças e adolescentes, conforme previsto na Portaria nº 3/2025.

O balanço das ações aponta o registro de 59 casos de negligência envolvendo crianças e adolescentes, 54 ocorrências de autonegligência relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas ou outras substâncias, cinco casos de trabalho infantil e um caso de abandono de uma criança com deficiência. 

As ocorrências envolvendo moradores de Parintins serão acompanhadas pelo Creas.

Ao longo da operação, também foram distribuídos 9.954 materiais educativos, entre folders, ventarolas e cartazes, com informações sobre prevenção e os canais oficiais de denúncia, inclusive de forma anônima.

As equipes ainda orientaram o público nas filas de acesso ao Bumbódromo sobre as regras estabelecidas pela Portaria nº 3/2025 da 2ª Vara da Comarca de Parintins, que disciplina a entrada de crianças e adolescentes nas arquibancadas das galeras dos bois Garantido e Caprichoso.

Segundo a coordenadora da Rede de Proteção, Patrícia Pantoja, a mobilização contou com a participação de diferentes instituições e avaliou de forma positiva o trabalho realizado durante o festival.

“A Rede de Proteção representa um compromisso coletivo. Conseguimos alcançar a população e os visitantes que vieram. Nós tivemos uma ação com mais de 400 voluntários como o conselho de garantia de direitos, faculdades, sistema de garantia de direitos.”, enfatizou.

Além das ações voltadas à infância e adolescência, a Rede de Proteção também desenvolveu atividades de prevenção à violência contra a mulher por meio do protocolo "Não é Não", coordenado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher.

De acordo com a presidente do conselho, Joana Dar'c, foram registradas poucas ocorrências durante o festival.

“O Colegiado de Mulheres participou das ações integradas da rede, registramos poucas intercorrências contra as mulheres. E as que foram detectadas já foram adotadas providências e encaminhadas ao Ministério Público e à rede de atendimento. Tivemos duas medidas protetivas de urgência (MPU) pós-festival de violência doméstica contra a mulher”, informou.

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