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| Foto: Arleison Cruz/Secom |
A iniciativa reuniu representantes de diferentes regiões do país para discutir políticas públicas voltadas às mulheres idosas, com foco no enfrentamento ao idadismo, na garantia de direitos e na valorização da participação feminina no processo de envelhecimento.
O fórum foi criado como um espaço permanente de diálogo e articulação para debater estratégias de combate à discriminação por idade, especialmente aquela que afeta as mulheres, além de incentivar ações que ampliem a participação desse público nas políticas públicas.
Parintins foi representado pela secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Zeila Cardoso, e pela coordenadora do Programa Municipal da Pessoa Idosa e presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, Michelle Cordeiro.
Segundo Michelle Cordeiro, o município desenvolve ações voltadas à população idosa por meio do Programa Municipal da Pessoa Idosa, com atividades realizadas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), vinculado aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), onde a maior parte dos participantes é formada por mulheres.
Ela destacou que a criação do fórum amplia o debate sobre o envelhecimento feminino e reforça a necessidade de reconhecer a contribuição das mulheres idosas para a sociedade.
"Precisamos reconhecer o protagonismo das mulheres idosas, que fizeram parte de importantes movimentos sociais, contribuíram para a construção da nossa sociedade e continuam exercendo um papel fundamental em suas comunidades", afirmou.
Michelle também observou que o envelhecimento feminino ainda é marcado por preconceitos relacionados à idade e ao gênero. Segundo ela, o novo fórum busca fortalecer políticas públicas que garantam direitos, combatam diferentes formas de violência e discriminação e valorizem a trajetória das mulheres idosas.
"Por muitos anos, a sociedade associou o envelhecimento à perda da vitalidade, da identidade e da participação social. O Fórum Nacional propõe uma nova visão, reconhecendo a longevidade como um direito e uma conquista. Além de denunciar as diversas formas de violência e discriminação, o espaço valoriza as histórias de vida e fortalece a construção de políticas públicas voltadas às mulheres idosas", destacou.
De acordo com Michelle, a participação no encontro contribuiu para ampliar o conhecimento sobre as diretrizes nacionais voltadas ao tema e poderá fortalecer as discussões e ações desenvolvidas no município em defesa dos direitos das mulheres idosas.

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