Fé move milhares de fiéis na procissão de Nossa Senhora do Carmo

Fotos: Sidney Simas - SECOM

​A procissão em homenagem à Nossa Senhora do Carmo pelas ruas de Parintins, realizada no dia 16 de julho, foi uma verdadeira demonstração de fé e gratidão pelas graças alcançadas. Uma multidão acompanhou o andor em oração pela Avenida Amazonas e pelas ruas Rio Branco, Boulevard 14 de Maio, Benjamin da Silva e João Melo. 

Os devotos renderam diversas homenagens à padroeira de Parintins: crianças vestidas de anjos, pinturas no "Mural da Fé" (no muro do Colégio Nossa Senhora do Carmo) e salvas de fogos marcaram o cortejo.

​No meio do povo, o prefeito de Parintins, Mateus Assayag, acompanhou o trajeto, como tradicionalmente faz, e destacou a magnitude do evento, que atrai fiéis do Amazonas e de todo o Brasil.

​"É um momento que ultrapassa as fronteiras do nosso Estado, sem dúvidas. A festa do Carmo é uma das maiores do Norte do Brasil. Além do profundo sentimento religioso, o evento transforma a economia local. A Prefeitura de Parintins, em parceria com a Diocese e o trade turístico, apoia o festejo, impulsionando a geração de emprego e renda por meio do turismo religioso, que cresce a cada ano. Independentemente de mandato, estou aqui todos os anos para agradecer às bênçãos de Nossa Senhora do Carmo e pedir saúde, paz e felicidade para as nossas famílias", declarou o prefeito.

Testemunhos de fé


​Vinda de Carauari, Lunara Lacerda, de 30 anos, caminhava descalça e carregava um tijolo nas mãos para pedir a intercessão de Nossa Senhora do Carmo na construção de sua casa própria. Em 2025, a dona de casa fez sua primeira promessa para a padroeira, mesmo com receio inicial por ser de denominação evangélica.

Lunara conta que a prece foi ouvida e resultou na conquista de um terreno para a família: "Menos de dois meses após a procissão do ano passado, consegui comprar o meu terreno", relata. Na procissão de 2026, o clamor é para erguer o lar ao lado do marido, o parintinense Nelson Lacerda.

​Maria de Fátima da Silva Lopes, de 72 anos, também testemunha duas graças alcançadas. Movida pela gratidão de ter construído sua casa, a devota carregava uma réplica da santa durante o percurso. O primeiro milagre de Dona Maria, contudo, aconteceu ainda na juventude, quando se recuperou de uma grave doença. Como forma de agradecimento, ela caminha descalça no cortejo há décadas.

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