Em Parintins, jacarés na Lagoa Azul preocupam pais de crianças e estudantes

Foto: Moradores
A presença constante de crianças e estudantes nas proximidades da Lagoa Azul, no bairro Itaúna II, em Parintins, tem preocupado moradores por causa dos registros frequentes de jacarés na área. A lagoa fica entre as ruas Dr. Romualdo Corrêa e Padre Francisco Luppino.

Segundo moradores, o período de reprodução dos jacarés tem aumentado o risco de incidentes na Lagoa Azul, já que os animais ficam mais defensivos, especialmente as fêmeas com filhotes. Eles relatam que um homem chegou a ser perseguido por um jacaré ao passar pela margem da lagoa durante a noite e que cães e gatos também já foram atacados no local.

A preocupação é maior por causa da existência de uma escola nas proximidades e do costume de crianças utilizarem o local para brincar, como relata um dos moradores.

“Tem crianças da escola na beirada da Lagoa Azul, tem outras crianças que sem ser da escola que vem inocentemente brincar na beira dessa lagoa com esse animal aí, e então está muito perigoso. O que a gente pede é providência sobre isso aí para ter uma solução, alguma coisa para fazer para evitar o pior, antes que seja tarde”.

Diante da situação, o morador pede que pais e responsáveis orientem as crianças a evitar a margem da lagoa.

“O apelo que a gente faz é que os pais das crianças que moram nas redondezas aqui da Lagoa Azul e os pais das crianças que estudam na escola, que orientem seus filhos a não estarem na beira dessa lagoa porque, distraidamente, esse bicho pode pular numa criança, fazer uma coisa pior, que a gente não deseja, e vem acontecer o pior”, disse.

Uma moradora que registrou imagens de uma fêmea de jacaré reforçou o alerta e defendeu medidas para evitar acidentes.

“Essa aqui é a “jacaroa”, que neste momento ela está representando um perigo. Porque ela está de bebê novo, eu não posso me aproximar muito dela, porque ela corre em cima. Mas este é o perigo que representa para nossas crianças, os alunos aqui da escola próxima, que ficam todos os dias por aqui”, relata a moradora em vídeo.

Os moradores pedem que os órgãos ambientais e a Defesa Civil realizem uma avaliação da área e adotem medidas de monitoramento, sinalização e orientação à população. Segundo eles, ações preventivas são necessárias para reduzir os riscos e garantir a segurança de quem circula pelo local.

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