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| Foto: CPT |
Segundo o movimento, a ação tem como objetivo denunciar supostos casos de grilagem de terras e o avanço da pecuária em áreas destinadas à reforma agrária.
A situação está sendo acompanhada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Amazonas, pelo Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC) e pela Associação de Desenvolvimento Agrário e Comunitário do Assentamento da Gleba da Vila Amazônia (ACOAGVA).
Segundo o agente pastoral da CPT no Amazonas, Manuel do Carmo, a Gleba Vila Amazônia enfrenta há anos problemas relacionados à concentração fundiária, ocupações irregulares e supostas grilagens de terras.
“A Gleba Vila Amazônia, há bastante tempo, vem sofrendo ameaças e até casos de grilagem de terras por parte de pessoas que não pertencem à área e que não se enquadram nos critérios do módulo rural. Existem terrenos que estão ociosos, ou seja, não estão sendo ocupados, e há também áreas que foram ocupadas ou adquiridas de forma ilegal por instituições, particulares e até fazendeiros, que acabaram se instalando dentro do Projeto de Assentamento (PA) Vila Amazônia.”, afirmou.
De acordo com Manuel do Carmo, o assentamento foi criado para atender trabalhadores rurais e famílias sem terra, respeitando os limites de ocupação definidos em lei. No entanto, ele alega que algumas propriedades estariam concentrando áreas superiores ao permitido, incluindo ocupações atribuídas a instituições, particulares e fazendeiros.
"Todo mundo sabe que um PA, ou seja, uma área destinada à reforma agrária, como é a Gleba Vila Amazônia, exige que as pessoas ocupem os lotes de acordo com o módulo definido pela legislação e pelo INCRA. Nesse sentido, quem está ocupando vários módulos precisa compreender que essas terras devem ser destinadas a trabalhadores e pessoas que não possuem terra. Portanto, essa ocupação, acordada com a Associação dos Assentados da Gleba Vila Amazônia (APA Vila Amazônia), é muito justa.", disse.
Manuel do Carmo destaca que o acesso à terra é fundamental para que trabalhadores rurais possam produzir, sustentar suas famílias e permanecer no campo com dignidade.
"Então, nós estamos aqui dando nosso apoio para que realmente haja justiça. Nós precisamos garantir terra para as pessoas que precisam trabalhar nela. O governo Lula, na realidade, está determinado a atuar nessa questão para que os moradores e as pessoas que necessitam de terra para trabalhar tenham acesso a ela.", disse.
O movimento informou que órgãos federais, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), foram acionados para acompanhar a situação. A expectativa é que sejam adotadas medidas para apurar possíveis irregularidades e garantir o cumprimento da legislação agrária.
O MST é um dos principais movimentos sociais do Brasil voltados à luta pela reforma agrária.
Até o fechamento desta edição, os proprietários da área ocupada ou de órgãos de segurança não haviam se manifestado sobre a ocorrência.
O espaço permanece aberto para posicionamentos das partes envolvidas.

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