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| Foto: Stephany Farias/Secom |
A Comunidade do Máximo, na região da Gleba Vila Amazônia, em Parintins, realizou na manhã deste sábado (30) a 17ª edição da soltura de quelônios.
A ação marcou o retorno de 450 filhotes ao habitat natural e reuniu moradores, estudantes, professores e representantes de instituições parceiras do Projeto Pé-de-Pincha.
A iniciativa é desenvolvida pela própria comunidade com apoio de órgãos ambientais e tem como objetivo contribuir para a conservação dos quelônios amazônicos, além de estimular a educação ambiental entre crianças, jovens e adultos.
O coordenador do projeto na comunidade e gestor da Escola Municipal São Sebastião do Máximo, Ronald Mourão, ressaltou o papel educativo da iniciativa.
“Hoje realizamos a 17ª soltura de quelônios da Comunidade do Máximo. Consideramos este momento uma retomada do projeto, que utilizamos como ferramenta pedagógica dentro da escola. Envolvemos toda a comunidade, com a participação de adultos, jovens e crianças desde a busca dos ovos, que é a primeira etapa, até a construção coletiva da chocadeira. Hoje estamos fazendo essa entrega com muita satisfação. A escola adotou o projeto como algo significativo para a nossa comunidade, tornando-se uma ação que engrandece a todos”, destacou.
Para o coordenador da comunidade, Raimundo Ramos, a soltura representa um momento de celebração e compromisso com a natureza.
“A comunidade celebra a 17ª soltura de quelônios com a participação dos órgãos que acompanham esse projeto ao longo dos anos. Nossa missão é devolver à natureza aquilo que pertence a ela. Agradecemos ao Projeto Pé-de-Pincha e ao apoio dos órgãos parceiros. Nossa comunidade se sente feliz e grata por vivenciar este momento”, disse.
O coordenador do Projeto Pé-de-Pincha em Parintins, professor Paulo, explicou que a comunidade passou um período sem realizar a soltura, mas continuou desenvolvendo ações de conservação, especialmente voltadas ao tracajá, espécie mais comum na região.
De acordo com ele, neste ano 14 comunidades de Parintins participaram das atividades do projeto, resultando na soltura de aproximadamente 21 mil filhotes de tracajás, além de outras espécies, como a tartaruga pitiú e a irapuca, encontradas nas águas do Uaicurapá.
“O trabalho desenvolvido pelas comunidades é fundamental para recuperar populações de quelônios que sofreram redução ao longo dos anos devido à comercialização ilegal de ovos e animais. Essas ações ajudam a natureza a se restabelecer”, destacou.
A subsecretária municipal de Meio Ambiente, Iradene Brelaz, destacou a importância da participação da Secretaria em ações que incentivam a proteção dos recursos naturais.
“É uma grande satisfação para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente estar presente em mais uma ação de soltura de quelônios aqui na Comunidade do Máximo. Nossa participação reforça o compromisso com a preservação da biodiversidade e a proteção das espécies da fauna amazônica. Apoiar iniciativas como esta contribui para a preservação dos recursos naturais e para sensibilizar a população sobre a importância de cuidar do meio ambiente, não apenas para as gerações atuais, mas também para as futuras gerações”, afirmou.
A soltura de quelônios é uma das principais atividades de educação ambiental realizadas nas comunidades rurais de Parintins e integra os esforços de conservação da fauna amazônica desenvolvidos pelo Projeto Pé-de-Pincha na região.

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