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| Foto: Júlio Betel/Secom |
As atividades aconteceram na Serra da Valéria, na UBS Naza Barbosa, onde os participantes tiveram contato direto com a rotina dos serviços oferecidos pelo SUS e com os desafios enfrentados por quem vive em áreas mais afastadas.
Durante a imersão, os estudantes acompanharam de perto dificuldades como as longas distâncias, o acesso limitado e a necessidade de deslocamentos por rios e estradas. Mesmo assim, as equipes de saúde mantêm estratégias para garantir atendimento contínuo à população.
A coordenadora da Comissão Local do VER-SUS, Elaine Pires, destacou o principal objetivo da imersão dos participantes. Segundo ela, a proposta é proporcionar aos viventes a oportunidade de conhecer de perto a realidade do sistema de saúde no município.
“O objetivo é que eles possam ter acesso e verificar a qualidade da prestação de serviços de saúde em Parintins. Vale ressaltar que essa vivência só é possível com a parceria da Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Saúde”, afirmou.
Natural de Minas Gerais, a facilitadora do VER-SUS Parintins, Dhuanny Lourenço, ressaltou a experiência na zona rural do município. De acordo com ela, a estrutura e o acolhimento chamaram atenção.
“A zona rural de Parintins me surpreendeu. A Unidade Básica de Saúde é extremamente bem estruturada e os profissionais são muito acolhedores. Percebi que o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona de forma eficaz na zona rural, com um cuidado significativo voltado à população”, destacou.
A universitária de enfermagem da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Erica Luciana, também avaliou positivamente a experiência. Ela afirmou estar encantada com o que tem presenciado durante a imersão.
“Estou feliz com tudo que estou vivenciando em Parintins, especialmente na zona rural. É gratificante ver que o SUS funciona, principalmente em comunidades que, muitas vezes, quem está de fora imagina ter uma realidade mais precária. Aqui, é totalmente diferente e, em muitos aspectos, está à frente de diversos municípios”, ressaltou.
Ao longo do dia, os viventes, a coordenadora e profissionais de saúde participaram de uma roda de conversa com a comunidade. Também foi realizada uma discussão sobre questões culturais, abordando desde artefatos indígenas até a chegada de navios transatlânticos.

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