A rua Caetano Prestes, em Parintins, é considerada um dos principais pontos turísticos da ilha e via estratégica por concentrar grande fluxo de pessoas, especialmente durante o período do Festival Folclórico. No entanto, o trecho - já interditado diversas vezes devido à erosão do solo provocada pelo Rio Amazonas - continua sendo um desafio para a gestão municipal.
Em janeiro de 2020, a orla de Parintins desmoronou devido à erosão no solo. Na época, a prefeitura decretou estado de emergência na cidade por 90 dias para tomar as devidas providências de correção do problema.
O trecho, localizado na frente da cidade, entre as praças Cristo Redentor e Judith Prestes, foi revitalizado e inaugurado em julho de 2024, pelo então prefeito Frank Bi Garcia, e em menos de um ano, voltou apresentar rachaduras no asfalto e na parede de concreto da orla. A situação gerou preocupação e questionamentos por parte da população.
A situação se agravou ao longo de 2025, com sucessivas interdições motivadas pelo risco estrutural da área.
Em janeiro, a Prefeitura realizou a primeira interdição parcial do trecho, após identificar risco de desabamento. Desde então, apenas a circulação de pedestres havia sido mantida no local.
Nove meses depois, no início de outubro, novos problemas surgiram, como o aparecimento de uma cratera e rachaduras na via, levando à proibição do tráfego de veículos pesados.
A situação se agravou ainda mais em novembro. No dia 8, a área foi totalmente interditada, com a instalação de barreiras de madeira que impedem qualquer tipo de acesso.
A pouco mais de dois meses para o 59º Festival Folclórico de Parintins, a situação do trecho interditado na cidade segue como um desafio para a gestão municipal.
A Prefeitura, no entanto, trabalha para encontrar uma solução que permita a liberação da área antes da realização do evento, como explica o prefeito Mateus Assayag (PSD).
“Nós estamos finalizando as tratativas com o Ministério para executar, no local, um método construtivo com uso de prancha metálica, que permite a realização das obras mesmo com o rio cheio. Trata-se de uma técnica que possibilita o início dos trabalhos independentemente do nível do rio. Nosso objetivo é justamente esse: chegar ao período do festival com a área protegida, e estou bastante esperançoso de que conseguiremos alcançar essa meta.”
Segundo Mateus, as intervenções devem ser viabilizadas com recursos de emenda parlamentar do senador Eduardo Braga (MDB).
“A ideia é realizar a intervenção naquele trecho ainda antes do festival, para garantir o tráfego, a circulação e a permanência das pessoas no local, que é um dos pontos de maior concentração de moradores, turistas e visitantes durante esse período.”
Outro trecho que pede atenção da prefeitura é a orla da rua Rui Barbosa — onde atualmente funciona uma feira improvisada. O prefeito Mateus Assayag informou que aquela área também deverá passar por obras de revitalização. O espaço, que há anos não recebe reformas, apresenta sinais visíveis de deterioração, o que pode representar riscos à segurança da população.
Em outros pontos da ilha, a construção do muro de arrimo segue em andamento. Atualmente, os trabalhos estão concentrados nos trechos 1 e 4 da orla.

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