Fernando Batista Melo, 46 anos, acusado de matar o próprio filho, de 3 anos, foi preso na madrugada deste sábado (24) em uma área de mata próxima ao Cemitério do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. Segundo a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), há indícios de que ele estava escondido no local e utilizava o espaço como abrigo temporário.
Fernando era procurado desde a noite de quinta-feira (22), quando o crime ocorreu em uma kitnet no bairro Cidade de Deus, Zona Norte da capital. Após o ocorrido, forças de segurança iniciaram uma operação para localizar o suspeito.
Durante as buscas, policiais que patrulhavam a região do cemitério perceberam uma fogueira acesa em um barranco na avenida Esterllana, nos fundos do local.
Ao averiguarem a área, encontraram objetos como garrafas, o que reforçou a suspeita de que alguém estaria acampado ali.
A equipe permaneceu em vigilância até notar movimentação no local.
Pouco depois, o suspeito foi localizado e detido. No momento da abordagem, ele alegou estar praticando atividade física, versão que não condizia com as condições observadas pelos policiais.
Fernando estava descalço, excessivamente suado, apresentava ferimentos aparentes e demonstrava nervosismo. De acordo com a PMAM, as escoriações já existiam antes da abordagem e teriam sido provocadas pelo próprio homem.
Após a prisão, Fernando Batista Melo foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Aos policiais, ele afirmou que teria sido dominado por um sentimento de raiva no momento do crime. O suspeito deve passar por audiência de custódia ainda neste sábado, no Fórum Henoch Reis.
O crime
Conforme as investigações, o homem teria discutido com a mãe da criança por motivos ainda não esclarecidos. Durante o desentendimento, ele se trancou com o filho no banheiro da residência.
A criança não resistiu e morreu no local. Vizinhos relataram ter ouvido gritos e acionaram a polícia.
Quando os agentes chegaram, o menino já estava sem vida, e o suspeito havia fugido em uma motocicleta.
A Polícia Civil também investiga um vídeo que circulou nas redes sociais, gravado horas antes do crime, no qual Fernando aparece ameaçando a ex-companheira. O material foi anexado ao inquérito e deve auxiliar no andamento das investigações.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil do Amazonas.
Com informações do G1 Amazonas

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