Ativistas unem fé e consciência ambiental na Via Sacra da Juventude em Parintins

Foto: Midia Cabocla

Na Sexta-Feira Santa, um grupo de ativistas ambientais combinou espiritualidade e ação ambiental. O Instituto Rally Ambiental, um grupo dedicado à preservação e conservação do meio ambiente, desempenhou um papel importante durante a tradicional Via Sacra da Juventude, organizada pela Diocese de Parintins.

Ao longo das 14 estações da Via Crucis, os ativistas não apenas relembraram as dores de Jesus até o Calvário, mas também colheram materiais recicláveis levando conscientização aos fiéis e enfatizaram que a fé e a responsabilidade ambiental podem andar de mãos dadas.

Garrafas plásticas, sacolas descartáveis e outros detritos eram recolhidos ao longo do percurso, demonstrando um compromisso tangível com a saúde do ecossistema local.

O bispo diocesano, Dom José Albuquerque de Araújo, elogiou a participação dos ativistas. Dom José disse que é vergonhoso que os eventos religiosos possam deixar muitos lixos na cidade.

“Para fazer acontecer um evento tão grande como esse, nós precisamos sempre fazer em parceria. Então, este ano tivemos a participação do Instituto Rally Ambiental que recolheu tudo aquilo que era deixado ao longo do caminho. Então, esses nossos irmãos que participaram também da Via Sacra nos deram este grande ensinamento, que a gente precisa cuidar da nossa casa comum, temos que jogar o lixo no lixo. Deus nos privilegiou e nós moramos num grande jardim, que é a Amazônia. Só que a gente precisa cuidar dela”, declara Dom José Albuquerque.

O coordenador do Instituto Rally Ambiental, Afonso Rodrigues, ressaltou a importância da participação da população no cuidado com o meio ambiente até mesmo no evento religioso.

“Estamos aqui mais uma vez realizando essa atividade de coleta de resíduo e reciclagem. Todo esse material está sendo reciclado e, portanto, não vai para o lixão. Então, é importante a participação da população porque nós entendemos que a partir da educação ambiental é que vamos construir uma consciência ambiental e humana. E, para isso, é o que o Rally Ambiental está na estrada há dez anos, levando essa consciência ambiental e humana”, comentou Afonso Rodrigues.

O pequeno ativista Kauã Victor, de 8 anos, é exemplo de que a consciência ambiental surge na infância. Ele estava acompanhado do pai e da avó.

“Foi legal, a atividade foi boa, pois tem que permanecer sempre limpo e organizada para não ficar sujo. E quero participar outras vezes”, disse Kauã.

O pai do Kauã, o motorista Eraldo Marinho, destacou a importância da união de todos no cuidado com o meio ambiente. “É uma boa oportunidade para trazer as crianças e ensinar”, enfatiza Eraldo Marinho.

Foto: Mídia Cabocla


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