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| Foto: Mídia Cabocla |
As Polícias Civil e Militar de Parintins prenderam na tarde desta quarta (22) um homem identificado como Clóvis Teixeira, de 51 anos, na comunidade do Bom Socorro do Zé Açú. A prisão ocorreu após denúncias da esposa de Clóvis, Georgete Benevides, de 65 anos, e de moradores da comunidade. Segundo as denúncias, o suspeito constantemente agredia a esposa e ameaçava os comunitários.
Uma equipe foi deslocada à comunidade e constatou o crime. O suspeito foi preso na casa dele e não ofereceu resistência. Os policiais ainda encontraram armas de fabricação caseira e munições no local. O material foi apreendido levado para a 3ª Delegacia Interativa de Polícia de Parintins (3° DIP).
Segundo os policiais, o homem mantinha uma espécie de armadilha utilizada para intimidar os moradores da localidade.
“Chegando no local, nós fomos até a residência indicada e constatamos que logo na entrada havia uma dessas armadilhas, que eles chamam de toco, que também é conhecida como tropeço em alguns locais do país. Consiste em arames ou linhas que são amarrados no gatilho de uma arma, e quando alguém tropeça neste fio, a arma dispara, correndo o risco de atingir a pessoa que tropeçou. Nós conseguimos desmontar uma dessas armadilhas, prendemos em flagrante o nacional, que deu alcunha de Clóvis. Nós não sabemos se esse realmente é o nome dele, porque o cidadão não tem nenhum documento. Ele só falou que tem procedência do Paraná, veio pra cá há mais de seis anos e se encontrava na comunidade do Zé Açu”, relatou o Capitão da Polícia Militar, Paulo Sérgio Silva de Souza.
Conforme a polícia, vários moradores já haviam caído na armadilha e por pouco não acabaram feridos.
Com medo de ser morta pelo marido, a esposa de Clóvis estava escondida na casa de um dos vizinhos e chamou a polícia.
Ainda segundo os policiais, há suspeitas de que Clóvis seja foragido da justiça e tenha permanecido escondido na comunidade ao longo dos últimos anos.
Clóvis está preso, vai passar por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.
A Delegacia Especializada em Crimes Contra Mulheres Crianças e Idosos de Parintins (DEP) abriu inquérito para apurar o caso e a apuração continua.

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