Parintins na fumaça: Saiba como amenizar os efeitos


Tomada mais uma vez pela cortina de fumaça, nesta quarta-feira, 11 de outubro, oriunda de queimadas no estado do Pará, Parintins está com o ar poluído. Desde terça-feira, 10 de outubro, os munícipes sofrem, principalmente, crianças, idosos e pessoas com asma.

A dona de casa Jociara Alves contou que foi mais uma noite de aflição para a família dela que sofre com problemas respiratórios. “Eu tenho a minha bebê, ela tem problema respiratório. A última vez, eu fui parar com ela no hospital. A gente passou sete dias no hospital, e eu fiquei desesperada”.

Thallya Souza, moradora do Bairro União, relata preocupação com a saúde do filho. “Cada noite a fumaça fica mais forte. Tenho um filho pequeno de 8 meses, é muito difícil. Quando chega a noite, ele lagrima muito, fica agoniado com a fumaça”, conta.

A médica pneumologista, Socorro Cardoso, alerta sobre algumas medidas que a população amazonense pode adotar para minimizar os transtornos causados pela fumaça.

“Que as pessoas evitassem ao máximo ficar ao ar livre sem uma necessária proteção. Em casa, janelas fechadas, tomar bastante líquido. Algumas pessoas que têm patologias previstas como asma, bronquite, DPOC, faça uso de sua medicação e o uso da máscara nesse período é excelente”, orienta.

A médica recomenda que em caso de insuficiência respiratória, ou seja, se a pessoa começar a se cansar e ficar com falta de ar e tosse, deve procurar imediatamente ajuda médica.

O número de focos de queimadas detectadas no estado do Amazonas supera a média histórica para todos os meses de outubro, segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Durante os primeiros 10 dias deste mês, foram registrados 2.684 pontos de calor.

De acordo com o tenente Geandro Oliveira, da 3ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (3ª CIBM), a fumaça que encobre Parintins é oriunda do município de Juruti, no Pará.

“Monitorando o Painel do Fogo, podemos constatar que por conta das correntes de vento, essa fumaça foi trazida de lá para cá. Por conta do monitoramento que a gente faz, a gente pode assegurar isso”



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