Júnior Ferreira
Profissionais de saúde de Parintins participaram, nesta sexta-feira (23), de uma capacitação sobre testagem de G6PD e uso da tafenoquina pediátrica no tratamento da malária.

O treinamento prepara as equipes para implementar a nova estratégia terapêutica no município, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.

A testagem de G6PD é necessária para avaliar a segurança do uso de determinados medicamentos contra a malária.

Durante a capacitação, os participantes receberam orientações sobre os procedimentos de testagem e a aplicação do novo esquema terapêutico em pacientes pediátricos.

Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde de Parintins, Elaine Pires, o município atende pacientes de cidades vizinhas e do oeste do Pará, além dos moradores locais.

“Nosso objetivo com esse treinamento é implantar o novo tratamento para atender a população de Parintins e também as pessoas de cidades vizinhas e do oeste do Pará que procuram nossos serviços para o diagnóstico da malária. Como o município não registra casos autóctones, ou seja, de transmissão local, e atende casos importados, é importante garantir o abastecimento da medicação e dos testes de G6PD”, afirmou.

A coordenadora do Programa Estadual de Eliminação da Malária do Amazonas, Myrna Barata, destacou que a nova estratégia busca facilitar a adesão ao tratamento e contribuir para a eliminação da doença. Para ela, a atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal é importante para ampliar o acesso à tecnologia.

“Essa capacitação é voltada à ampliação do uso da tafenoquina, melhorando a adesão ao tratamento e facilitando a vida do paciente, para que ele possa iniciar e concluir o tratamento, garantindo a cura. É fundamental fortalecer essa estratégia de forma integrada entre Estado, municípios e Governo Federal, trazendo inovações que contribuam para acelerar o processo de eliminação da malária”, ressaltou.

O médico-veterinário do Ministério da Saúde, Giovanni San Miguel, explicou que a tafenoquina pediátrica pode reduzir o tratamento de sete a 14 dias para um esquema de três dias, conforme a indicação clínica e os protocolos estabelecidos.

“Com a implementação da tafenoquina pediátrica, a proposta é reduzir o tempo de tratamento, que pode variar de sete a 14 dias, para um esquema de três dias, conforme a indicação clínica e os protocolos estabelecidos. A integração entre os agentes de combate às endemias, agentes comunitários de saúde, agentes indígenas de saúde, a Secretaria Municipal de Saúde e o DSEI Parintins é fundamental para ampliar a adesão a essa nova tecnologia e avançar na eliminação da malária no município e no Amazonas”, explicou.

A articulação busca ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer as ações de enfrentamento à malária no município e no Amazonas.