Um incêndio florestal, nesta sexta-feira, 18 de setembro, destruiu aproximadamente 200 mil metros quadrados de vegetação, área equivalente a cerca de 28 campos de futebol, na comunidade Bom Socorro, na região do Zé Açu, em Parintins, Amazonas. O combate mobilizou sete militares do 19º Grupamento de Bombeiro Militar (19º GBM) e três agentes da Defesa Civil do município.

De acordo com o tenente Thiago Dolzany, coordenador operacional do 19º GBM, a equipe precisou utilizar uma lancha para chegar ao local devido às dificuldades de acesso.

Os bombeiros empregaram abafadores e bombas costais para controlar as chamas.

Segundo Dolzany, durante a ocorrência os militares identificaram o ponto onde o fogo começou. A origem estaria em uma lixeira irregular, onde foi realizada uma queima não autorizada. As chamas acabaram se espalhando pela vegetação.

“Tratava-se de uma lixeira irregular. Então, ali foi feita uma queima não autorizada e que se propagou por toda a vegetação, causando uma destruição, uma queimada de aproximadamente 200 mil metros quadrados”, afirmou o tenente.

A ocorrência não deixou pessoas feridas, mas provocou a destruição de uma extensa área de vegetação.

O Corpo de Bombeiros alerta que as condições atuais, com calor intenso e vegetação mais suscetível ao fogo, favorecem a propagação das chamas.

“O Corpo de Bombeiros novamente alerta a população parintinense e circunvizinha para que evitem queimadas nesse período. A conscientização da população de evitar atear fogo próxima à vegetação é fundamental para que não aconteçam ocasiões como essas”, reforçou Dolzany.



Outros registros 


Além do incêndio no Zé Açu, outras ocorrências de queimadas foram registradas em Parintins, nesta sexta. Moradores denunciaram fogo e grande quantidade de fumaça nas proximidades da entrada do Areal, no final do bairro Jacareacanga.

Segundo os relatos, a fumaça estaria atingindo áreas próximas às residências e causando preocupação entre moradores, especialmente por possíveis impactos sobre pessoas com problemas respiratórios. A comunidade também cobra maior presença dos órgãos ambientais para fiscalizar os locais e identificar os responsáveis pelas queimadas.

O Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que a população não coloque fogo em lixo ou vegetação, principalmente nas proximidades de áreas florestais, devido ao risco de as chamas se espalharem e provocarem incêndios de maiores proporções.